sábado, 23 de abril de 2011

Soneto da Incerteza

Olá mundo nostálgico
Boa tarde a vós, senhores
E claro, muito claro, senhoras
Escreverei o trágico

Nesses versos merencórios
Da vida de um poeta repugnante
Odiável e cheio de balbucios
Não se engane, não se encante

Pois ele não é Vinicius de Moraes
Nem Manuel Bandeira
É um poeta sem paz
Sem rumo, e sem eira

Sou nome não irei dizer
Pois não quero nos comprometer
Conheço-lê de todo espírito
De toda alma

Este é, um pobre sofredor
Mais do que Dom Casmurro
Pois não há traição
Mas sim, Contradição

Quisera esse saber
Se vossa senhoria o ama tanto
Quanto esse infeliz
A lhe ama, de toda alma.

O seu medo não é sofrer
Mas é de te fazer sofrer
Senhora de quem não direi nome
Que mata a alma desse poeta, homem.

E que duvida mais atroz?
É tão capaz, de tirar a voz
Se ama, diga-lhe sem medo
Lhe ponha o seio

E no profundo do seu âmago
O poeta procura seu perfume
Não aguentei mais esconder.
Sou eu o poeta, venha, me ame.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores